A PÁSCOA!

“Páscoa” ou “Festa dos Pães Asmos” é uma festa judaica que comemora a saída dos judeus do Egito para a conquista da Palestina. Para os cristãos, lembra a Paixão, morte e ressurreição do Senhor Jesus que ocorreu exatamente durante essa festa judaica.

O povo israelita, judeu ou hebreu, são os descendentes dos grandes patriarcas Abraão, Isaque e Jacó. Deus teria prometido dar a Abraão e seus descendentes a Palestina, “A Terra
Prometida”. Mais tarde, porém, uma terrível seca assolou aquela região e Jacó, o neto de Abraão, com sua pequena tribo, cerca de 70 pessoas, foram morar no Egito.

Ali, permaneceram por 430 anos e cresceram tanto que o número deles chegou a quase 600 mil homens. Os egípcios temendo que os hebreus se tornassem os dominadores do Egito, impuseram sobre eles a mais terrível escravidão. Deus, porém, levantou o grande líder e profeta Moisés, o qual libertou Israel do Egito e o conduziu até a fronteira da “Terra Prometida”.

Conforme a determinação de Deus a Moisés, todo ano, começando no dia 14 do mês de abibe, (final de março e começo de abril do nosso calendário), a “Páscoa”, deveria ser celebrada, por estatuto perpétuo, lembrando a grande libertação dos hebreus da escravidão do Egito. Em agradecimento a Deus, cada família deveria se reunir, sacrificar um
cordeiro e comê-lo com pães asmos (sem fermento) e ervas amargas. As ervas amargas lembravam as amarguras do cativeiro, o sangue do cordeiro derramado representava a expiação dos pecados deles, os pães asmos, a pureza que Deus espera do seu povo. O pai da família deveria repetir a história para os seus filhos, a fim de manter a fé no Deus de
Abraão, Iavé, como Aquele que detém o controle de tudo em suas mãos. Com a entrada na Palestina, os judeus, obedecendo a instituição mosaica, faziam uma grande festa. Esta durava sete dias de extenso ritual e celebrações. Com o passar do tempo sofreu transformações, como a inclusão do vinho, por exemplo.

Hoje, como outras datas comemorativas, à “Páscoa” vão se incorporando crendices populares, superstições, lendas e coisas das imaginações fantasiosas do povo. Isto desvirtua o verdadeiro significado desta data, explora a boa fé e a ingenuidade das pessoas, proporcionando lucros abusivos ao comércio. Os judeus trocaram a Jesus por um ladrão
chamado Barrabás. E hoje Jesus é trocado por, comida, dinheiro, prazeres, chocolate. Trocaram o Cordeiro por um coelho.

A Páscoa deve lembrar-nos de que foi no domingo que o Senhor Jesus ressuscitou, que o Cristo que adoramos tem poder sobre a morte. Ele é o
Senhor da vida. Sua ressurreição é garantia de nossa vitória. Em Jesus há sempre o renascer da esperança.

Rev. Iziquiel Rocha

13/04/2014

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