A REFORMA RELIGIOSA – XI

A Reforma foi a eclosão da liberdade em todos os sentidos. Foi movimento progressivo e força propulsora na história da moderna civilização. E diante de terríveis oposições, Lutero foi um grande e destemido líder, instrumento de Deus para isso. Digam-no os fatos.

Em 1517, Lutero é chamado a Roma e processado, por causa de suas 95 teses apontando erros da igreja.

Em agosto 1520 uma bula papal obrigava Lutero, seus simpatizantes e seguidores a se retratarem dentro de 60 dias ou seriam presos e mortos.

Em 10 de dezembro de 1520, em Wittemberg, diante de grande multi-dão de estudantes, professores, cidadãos, Lutero fez uma fogueira e queimou livros de decretos do Papa e a bula de excomunhão. Começou naquele dia uma nova era na história humana.

Em 1521, Lutero foi obrigado a comparecer numa assembleia presidida pelo Imperador Carlos V, na cidade de Worms. Enquanto ele caminhava para lá, as pessoas o aplaudiam e até subiam nos telhados para vê-lo. Outros formaram uma grande procissão até Worms. De modo que Lutero entrou na cidade com incontáveis seguidores: nobres, cidadãos intelectuais, ricos e pobres. Na Dieta de Worms, Lutero não era mais aquele monge solitário, era um campeão de um grande partido nacional que exigia a igreja alemã livre dos grilhões de Roma, uma igreja reformada. Contra Lutero estavam o Imperador Carlos V e seu irmão Fernando, Arquiduque da Áustria, Príncipes do império, leigos, cardeais e outros clérigos. Do lado de Lutero, ficaram os condes, os nobres livres, os Cavaleiros do Império, os delegados das grandes cidades e Embaixadores de quase toda Europa. Seus opositores, os mais poderosos homens da época, quiseram obrigá-lo a retratar do que havia escrito e ensinado.

Só em 1520, Lutero escreveu quatro livros, artigos e mensagens, de instrução e esclarecimento ao povo, com fundamento bíblico. Seu conteúdo era frontalmente oposto ao clero, ao papa. Em sua defesa, Lutero falou vagarosa, calma e confiantemente; e, em alguns momentos, com tal poder que emocionou a todos os corações. Lutero manteve sua posição; não se retratou. Por isso foi condenado como “um fora da Lei”. Isso exigia a pena de morte para ele e seus seguidores, porém jamais se executou tal sentença, porque a Alemanha toda ficou do lado de Lutero; Deus garantiu a vitória.

Lutero enfrentou sorridente o tremendo poder dos homens que se julgavam autorizados por Deus para abrir e fechar as portas do céu. Um pobre monge tornou-se um gigante nas mãos de Deus, para consolidar um dos maiores eventos da História. Glória a Deus!

Rev. Iziquiel Mathias da Rocha

16/12/2012

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