PRIORIDADE

Certo domingo, o pastor chegava à igreja, quando algumas pessoas o procuraram para ir orar com uma senhora, a qual havia passado o dia todo agonizante, bem próximo da morte, conforme as informações.

A solicitude daquelas pessoas, a narrativa do quadro de enfermidade daquela senhora, bem como o empenho e expectativa de familiares foram de uma eloquência tal, que nenhum coração poderia recusar atendê-los.

Atribuindo a um Presbítero a tarefa de dirigir o culto, lá foi o pastor, pois a família inimiga do Evangelho, só naquela hora, pelo desespero, aceitava que alguém ali entrasse para ler a Bíblia e orar.

O ambiente era de velório. Povo de origem interiorana, por solidariedade ou por curiosidade, a casa espaçosa estava repleta de gente de todas as idades. Falava-se pouco e baixo, alguns choravam, outros rezavam…

No quarto da enferma, o pastor sentiu o clima ainda mais tenso. Nos o-lhos de todos, estampavam-se a tristeza e a desesperança. A mulher es-tava pálida, olhos e lábios roxos e cerrados, mal se percebei a respiração. O pastor orou pela senhora e começou a confortar a família com porções ou paráfrases da Bíblia. Todos o ouviam com muita atenção. Ele fez uma mensagem evangelística e sentiu que esse era o propósito de Deus naquela noite. Pessoas que até zombavam do evangelho receberam uma mensagem objetiva de salvação.

Ainda falava o pastor quando um jovem eufórico entrou na sala dizendo: “pastor, pastor, volte ao quarto, minha avó abriu os olhos”.

Um clima de milagre se instalou naquela casa. Todos queriam se aproximar daquele quarto, onde, alegria, curiosidade e incredulidade se misturavam. Ali, com frases curtas, pronunciadas lentamente e com muita ênfase na necessidade de se aceitar a Jesus como Salvador, cada afirmação do pastor era confirmada por um pequeno gesto de mão daquela senhora. Mais uma vez, o pastor fez uma oração pela enferma e por todos os familiares, dando por encerrada a sua missão ali naquela noite. Para todos, um verdadeiro milagre acontecera.

Aquela irmã morava no interior e estava na capital só para tratamento de saúde. No dia seguinte, completamente recuperada, tomou uma decisão radical: “só volto para minha casa depois de batizada na igreja daquele pastor.”

Dias mais tarde, aquela irmã foi batizada, viveu por mais de um ano ser-vindo ao Senhor, testemunhando do poder de Deus às pessoas. Então, o Senhor a levou para sua eterna morada.

A igreja aplaudiu a iniciativa do Pastor de deixar “as noventa e nove ove-lhas no aprisco e ir em busca de uma ovelha perdida”. O que pode ter prioridade sobre a salvação de uma alma? Peçamos a orientação do Espírito Santo para entendermos o que é prioridade na nossa vida. Glória a Deus!

Rev. Iziquiel Mathias da Rocha

27/01/2013

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